Médicos dão prazo de 72 horas para pagamento de plantões atrasados



    Médicos do Hangar e do Hospital Abelardo Santos decidiram, em uma assembleia geral virtual, que deixarão de ingressar em escalas de trabalho nesses hospitais a partir do próximo dia 1º, caso o pagamento de plantões já realizados não seja efetivado pela OS que gerencia os hospitais, a Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu.

    Na tarde desta quinta-feira, dirigentes da Sespa entraram em contato com o Sindmepa informando que o estado só soube ontem dos atrasos nos pagamentos de plantões, alguns realizados desde o mês de abril.

    Os médicos denunciaram que os contratos para trabalhar nesses hospitais são feitos sem qualquer vínculo formal e a OS Irmandade de Pacaembu promoveu a quarteirização da contratação da mão de obra repassando esse compromisso para a Organização Social Medplantões, que não honrou o pagamento.

    A diretora técnica da Sespa, Maitê Gadelha, solicitou reunião com a diretoria do Sindmepa para discutir o assunto e propôs que o Estado assuma a responsabilidade pelos pagamentos cobrando posteriormente essa conta da O.S. Mas para que isso seja possível, o estado precisaria gerar uma folha de pagamento com informações fornecidas pela OS, fixando um prazo de até sete dias para pagar os plantões pendentes.

    A reunião foi assessorada pelo assessor jurídico do Sindmepa, Eduardo Sizo.

    Os médicos que participaram da Assembleia decidiram fixar o prazo em cinco dias, que se encerra na terça-feira, 30, ficando de fora dos plantões a partir de quarta-feira, 1º, caso os pagamentos não sejam realizados.

    Ao todo, são 15 médicos do hospital de campanha do hangar e 19 médicos do hospital Abelardo Santos – ambos referência no atendimento à Covid 19 no estado – que ficaram sem receber os plantões.

    “Se não houver pagamento, a partir de quarta-feira não haverá médicos para atender no hangar e no Abelardo Santos. Isso é perfeitamente legal e vamos informar o Ministério Público, CRM e o próprio estado da decisão. É um abuso o que estão fazendo com os médicos no Pará”, disse o diretor do Sindmepa, Waldir Cardoso que participou da reunião, juntamente com os diretores Emanoel Resque e Vilma Hutin. A reunião foi assessorada pelo assessor jurídico do Sindmepa, Eduardo Sizo.

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