Período de chuvas é propício para a dengue



    O período de chuvas traz um alerta em Belém: a proliferação da dengue. A doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti pode se espalhar com muita facilidade nessa época. Febre alta, dor nos olhos e manchas avermelhadas no corpo são os sintomas mais comuns que devem ser tratados rapidamente por um médico.

    A dengue é uma manifestação de, ao menos, três possíveis tipos diferentes de vírus circulantes no Brasil: os tipos 1, 2 e 3. É o que explica o coordenador do curso de Biomedicina da UNAMA – Universidade da Amazônia, Dirceu Santos. “O contato com esses vírus gera, normalmente, uma resposta imunológica protetora definitiva, ou seja, quem teve dengue tipo 1, não deve ter mais dengue tipo 1, quem teve dengue tipo 2, não vai mais ter dengue tipo 2, e assim sucessivamente. Mas isso não impende que a pessoa entre em contato com outro tipo ou grupo viral”, explicou.

    De acordo com o professor, quanto mais vezes a pessoa é infectada, aumenta o risco de manifestações graves do vírus e suas variantes. “Quem teve dengue duas vezes, tem uma chance muito maior de ter, por exemplo, a evolução para o quadro hemorrágico, que, aliás, é uma grande dúvida da população. Não existe uma ‘dengue hemorrágica’, não existe um vírus que cause, necessariamente, uma hemorragia interna, mas sim um agravamento dos sinais clínicos que podem levar a esse quadro, principalmente abdominal, podendo levar à morte”, esclareceu.

    A prevenção é a melhor arma para se combater a doença. Não deixar água parada, usar mosquiteiros, repelente e inseticidas são essenciais nesse processo. O professor pontua que os grupos mais sensíveis ao vírus incluem crianças de 0 a 5 anos, mulheres grávidas e idosos acima de 60 anos. “Os sintomas mais comuns são febre muito alta, dores musculares, dor no fundo dos olhos, manchas avermelhadas, principalmente nas palmas das mãos e dos pés, mas que podem, eventualmente, aparecer em qualquer parte do corpo, e a perda de apetite”, enumerou Dirceu.

    O diagnóstico é feito a partir de exames de sangue solicitados por um médico, que podem sinalizar se a pessoa já teve dengue em algum momento da vida. “A partir do 5 dia de manifestação clínica, o exame também é capaz de identificar outras viroses muito próximas, como Zika e Chikungunya. Para que se complete esse esclarecimento, é muito importante que se faça uma avaliação epidemiológica, ou seja, que se avalie o local onde o indivíduo mora, se nesse local está havendo surtos de dengue, Zika ou Chikungunya etc.”, concluiu o professor.

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