Parte da cultura milenar indígena ainda está muito enraizada no dia a dia dos paraenses. Isso vale para a produção de medicamentos através de ervas e as extrações de óleos, como a andiroba, que ajuda nos tratamentos de dores e inflamações. Esse processo de filtragem tem sido cada vez mais estudado dentro e fora do país e de forma industrial ganhou espaço com novas pesquisas e demandas para a estética, em diferentes fins.  

Os óleos essenciais são substâncias extraídas de raízes, tronco, galhos, resinas, folhas e flores. São concentrações 100% natural, podendo ser usados por meio do aromático (inalação) e alguns de uso interno, por meio da ingestão. Segundo a profissional especialista em tratamentos Dermoestéticos e cosmetologia e professora da UNAMA – Universidade da Amazônia, Camilla Assunção, os óleos ajudam na melhora do bem estar físico e mental. “Há produtos que servem como calmantes, ajudam na diminuição da ansiedade, na melhora da concentração. Pode ser associado ainda às massagens relaxantes, escalda-pés, banhos e compressas”, disse a professora da UNAMA.

Para área estética ajudam em diversas técnicas. A essência de limão ajuda na redução de medidas. Em técnicas capilares, o óleo essencial de alecrim fortalece os fios e auxilia no crescimento capilar. “São inúmeros as possibilidades de uso. O óleo essencial de melaleuca, por exemplo, é bactericida, bacteriostático, fungicida. Ele atua diretamente tratamentos de micoses de unha. Já o de lavanda tem calmantes, sedativos que auxiliam na diminuição dos sintomas de ansiedade”, ressalta a esteticista.

Mas como todo produto há as suas limitações. “Cada óleo essencial tem a sua particularidade. É necessário procurar um profissional antes de fazer o uso. Alguns deles não podem ser utilizados em mulheres grávidas, crianças, hipertensos. A exemplo do óleo de ylang- ylang e alecrim que não podem ser utilizados na gravidez. Alecrim também é contraindicado para hipertensos. A forma mais segura de se utilizar os óleos essenciais é através da diluição em base vegetal. Isso ajuda a evitar com que pessoas com peles sensíveis tenham algum intercorrência”, ressaltou a especialista, Camilla Assunção.