Exposição “Ferreira Gullar – Homenagem e Memória” exalta o “Poema Sujo”

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O poeta, crítico de arte, tradutor, memorialista e ensaísta Ferreira Gullar, homenageado na Feira Pan-Amazônica do Livro

O poeta, crítico de arte, tradutor, memorialista e ensaísta Ferreira Gullar, morto em 4 de dezembro do ano passado, é um dos homenageados na XXI Feira Pan-Amazônica do Livro, que será realizada no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, no período de 26 de maio a 4 de junho. O “Poema Sujo”, considerado um marco na literatura brasileira, é tema da exposição “Ferreira Gullar – Homenagem e Memória”, que também traz trechos da obra “Traduzir-se”, além de fotos de Elza Lima e Paula Sampaio, com a curadoria do artista plástico paraense Emanuel Franco.
Toda a pujança dos versos de Ferreira Gullar está retratada em 12 painéis, expostos no 1º piso, hall foyer do Hangar, durante todo o período da feira. Lá também estão imagens das duas vezes em que o poeta esteve na Feira Pan-Amazônica do Livro.
Nascido em São Luís, no Maranhão, José Ribamar Ferreira adotou o nome de Ferreira Gullar (mudando a grafia do sobrenome de sua mãe, Goulart) e foi um dos fundadores do neoconcretismo na poesia, conquistando o título de imortal da Academia Brasileira de Letras. Perseguido e exilado nos tempos da ditadura, encontrou na capital argentina, Buenos Aires, o cenário para se desnudar nos versos de “Poema Sujo”, obra que chegou ao Brasil ainda nos anos de chumbo, pela determinação do também poeta Vinícius de Moraes.
Serviço: XXI Feira Pan-Amazônia do Livro – exposição “Ferreira Gullar – Homenagem e Memória”, no 1º piso, hall foyer do Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Visitação: de 26 de maio a 4 de junho, no horário da feira – das 10h às 22h. Promoção: Governo do Pará/Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

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