Review Styx: Shards of Darkness

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Styx: Shards of Darkness é aquele tipo de jogo que você não espera, mas que acaba sendo lançado por conta do relativo sucesso do game original, de 2014. O novo título veio para PC, Xbox One e PS4, mostrando a sequência das aventuras do goblin Styx – um verdadeiro gatuno, extremamente talentoso na furtividade, mas que agora tem uma missão nas mãos que vai além de simplesmente roubar um objeto poderoso. Na verdade, o futuro do reino depende de seu sucesso, e algo pode sair muito errado. Confira a análise completa e veja o que achamos:

Leia o review do primeiro Styx

Uma história de amor e ódio

Goblins nunca foram uma raça muito conhecida por nutrir amor e paixão de outros em cenários de fantasia medieval. O game Styx: Shards of Darkness lida com isso de forma até interessante, usando o ódio que elfos e anões nutram por essas criaturas, já que formaram uma aliança especialmente para caçá-las pelo reinado em geral. Porém, por trás dessa aliança, há algo muito mais sombrio e inesperado.

Styx: Shards of Darkness (Foto: Divulgação/Focus Interactive) (Foto: Styx: Shards of Darkness (Foto: Divulgação/Focus Interactive))Styx: Shards of Darkness: confira o review do game (Foto: Divulgação/Focus Interactive)

É aí que entra Styx. Após concluir sua tarefa com sucesso no primeiro jogo, ele precisa lidar com a consequência de seus atos – e com pessoas caçando-o para colocá-lo em uma fogueira, ou no espeto, ou na ponta de uma espada. Como não tem medo do perigo, Styx resolve trabalhar em sua fuga constante contra quem quer lhe cortar a cabeça, e ao mesmo tempo ele precisa descobrir o segredo que pode salvar o reino, além de libertá-lo da ameaça.

A história de Styx: Shards of Darkness não é das melhores, mas não dá para esperar tanto por aqui, certo? O personagem é carismático até certo ponto, com um design bem simpático para uma criatura que normalmente é tenebrosa, mas o enredo não ajuda muito a construir uma empatia ou preocupação real, limitando o jogo a ser um conjunto de armadilhas e desafios ao goblin ladrão.

Styx: Shards of Darkness (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)Styx: Shards of Darkness: confira o review do game (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

No final das contas, o enredo não é dos melhores, mas será que a jogabilidade ajuda um pouco a melhorar a situação? Styx: Shards of Darkness tem alguns pontos interessantes nos comandos e melhorias em relação ao primeiro, mas é preciso entender um pouco melhor como o game se comporta.

Meio Assassin’s Creed, meio Thief

A jogabilidade de Styx: Shards of Darkness segue de perto o que foi visto no primeiro game, mesclando elementos de outros jogos no mesmo estilo, que usam furtividade aliada à ação, como Assassin’s Creed, Thief e até mesmo Dishonored, para citar uma série mais recente. O que é bom, já que as inspirações são, no geral, boas.

Styx: Shards of Darkness (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)Styx: Shards of Darkness: confira o review do game (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Styx se esforça para parecer um game com jogabilidade complexa, mas na verdade ele se atrapalha um pouco. Os controles básicos estão ótimos e respondem bem. A furtividade realmente funciona e o goblin pode se esconder com algum sucesso, sem depender muito do talento do jogador, na verdade. Mas os problemas começam quando a combinação de comandos começam a se “embolar no meio de campo”.

Saltar de um ponto a outro, por exemplo, pode ser uma dor de cabeça, dependendo de quão pequena for a plataforma que queremos alcançar. Por se atrapalhar no ar, Styx pode perder o alvo e não conseguir passar pelo obstáculo. Mas nada disso será culpa do jogador. Há o termo “atrapalhado” que pode definir essa situação, mas está mais para “exagero” em termos de comandos.

Já nos combates, a jogabilidade se sobressai, principalmente contra chefões. O jogo te dá todas as ferramentas para vencer mesmo os inimigos comuns de forma bem justa, caso queira enfrentá-los, ainda que não seja o foco da aventura – furtividade, lembra?

Styx: Shards of Darkness (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)Styx: Shards of Darkness: confira o review do game (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Um único problema que encaramos com os inimigos é que achamos eles realmente fáceis demais. Seus caminhos se comportam sempre da mesma forma. Cada inimigo comum pelo mapa não tem uma inteligência artificial muito bem elaborada, o que resulta em eliminações altamente previsíveis e um pouco sem graça. Neste sentido, Styx não se sai muito bem.

Felizmente a jogabilidade não chega a te fazer passar raiva já que, apesar de ser um jogo grande, Styx: Shards of Darkness é dividido em missões rápidas, ao contrário do primeiro, o que te deixa fluir sem muita enrolação em cada fase. Além disso, há um modo cooperativo para até quatro participantes, o que é uma boa pedida para dar uma variada em meio as fases.

Visual não é bem o forte

Os gráficos nunca foram o forte dos jogos da Cyanide Studios. Game of Thrones, o primeiro Styx, Bood Bowl, entre outros títulos. Eles sempre foram bonitos para a geração onde foram lançados, mas não exatamente um primor de visual. Isso se repete em Shards of Darkness. Temos um game ligeiramente bem trabalhado visualmente, mas com visual pouco inspirado.

Styx: Shards of Darkness (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)Styx: Shards of Darkness: confira o review do game (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Conclusão

Styx: Shards of Darkness é uma boa tentativa de “sequência que ninguém esperava, mas que nasceu assim mesmo”. O título não tem uma história muito boa, mas que na verdade não importa tanto, já que o foco está nas acrobacias e habilidades do goblin que dá nome ao jogo. Apesar de a jogabilidade ter alguns erros, os comandos são redondos e funcionam bem. O próprio Styx segue engraçado e ácido, o que é bom, já que manteve o que deu certo na aventura original.

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